Passando por um
barzinho aqui em Osasco, tomando minha cerveja, e minha taça de vinho
português, deparei com uma cena, curiosa e peculiar do di a dia. Um casal de
jovens, ele 17 anos e ela 16 anos, (chamaremos de “Ninja” ele, e ela “Jê”), ele
um cara nissei, sansei, não sei, magro, 1,70 mts de altura, cabelos grandes,
lindos realmente, vive a escová-lo de 10 em 10 minutos, dois seios pequenos,
tipo de adolescente, não chega a serem dois morangos. Ela uma garota linda,
1,60 mts de altura, cabelo curtos, voz fina igual a garotas da sua idade, seios
também, se veste como garoto, toda hora, passa a mão como se tivesse um saco,
morena.
Estava tomando minha
cerveja e o vinho sossegadamente, e olhando ao redor, eles me notaram, e
fizeram aceno se poderia sentar-se, eu prontamente fiz com sim com o olhar. E,
prontamente estávamos os três conversando, e eu, lhes indaguei o porquê daquele
encontro, e eles me falaram que eu era um cara especial, gostava (e gosto muito
de mulheres, negras, mulatas, morenas e caboclas, principalmente) de mulheres,
sou maravilhado, principalmente se tem os atributos necessários, que as fazem
deliciosas, seios e bunda, arrebitada. E eles me falaram, que pelas condições
deles, poderia ter as “periguetes”, ou mulheres conforme as condições que eu
quisesse, dependeria de quanto eu poderia ceder de “carreiras de farinha”. Já
discordei do método, antigamente era de quanto nós tínhamos no bolso, mas, dei
corda aos dois.
Aí perguntei pra eles,
se eram filhos de papai, se tinham posses para assumirem o que realmente ele acha
que querem ser. Não, não são não trabalham, e vivem numa vida de família
humilde. Então indaguei: porque um rapaz
bonito poderia fazer bonito junto às mulheres, fazia um papel de idiota, tinha
o pomo de adão e ainda dava o rabo, segunda o mesmo ainda não dava, só fazia um
bom “boquete”, que vantagem levava, naquela vida, ser chamado de “Viadinho
Ninja”.
Ela um garota bonita,
um petisco junto aos garotos da idade dela, e de alguns homens, voz fina,
agradável, fazia muito sucesso com os homens, meio em que ela gostava de viver,
além é claro daquela mania que tinha de coçar as virilhas com se estivesse a
coçar o saco. Eu perguntei a ela se era hermafrodita, disse que não, então
perguntei por quê? Uma garota queria gostar de mulheres, sendo uma delas. Poderia
muito bem trabalhar seu corpo, ficar uma linda mulher, poderia ser bissexual,
ter as mulheres que quisessem, e dar pra quem quisesse não ser chamada de a
“Sapatona Jê”.
Apesar da minha idade,
mais experiente, eu já vi e aprendi a vivenciar coisas interessantes nesta
minha passagem. Agora em minha última estadia em Salvador/BA, conheci e convivi
com pessoas do rol de amigos do meu primo, bissexuais, travestis, transexuais,
gays, drogados, holandeses, alemães, espanhóis, ingleses, americanos, enfim
todo tipo de gente, e juro, sair numa boa, existe aquele choque de primeiro
momento, novidade, mas, depois de conhecê-los, e entendê-los, vi realmente que
é uma questão de cultura, não é preconceito. Todas as bissexuais e os
bissexuais amam realmente o parceiro ou parceira, o amor é um sentimento muito
forte, vai além do que possamos imaginar. Eu nunca entendia porque diferente de
brasileiros, ninguém dar por dar, não, não baixaria que nem brasileiros, dar
porque dizem “é doença” ou porque aprendeu a gostar de homens ou mulheres e tem
que estar ali presentes.
E de repente eu vi, era
questão de cultura, homens e mulheres diferentes, mas, que não são tratados
como “viadinhos” ou “sapatonas” como no Brasil, mas pessoas bem definidas, que
sabem e deixam bem claro o que são, mas acima de tudo, ama e se deixam amar.
Uma mina que divide e participa de uma vida sexual intensa, porque quer que
outra parte seja feliz, é muito pra cabeça e o entendimento de um reles mortal.
Eu perguntei a um casal de “lésbicas”, qual o sentimento ao ver a parceira ser
penetrada por um homem, ela simplesmente me respondeu, felicidade. Ver a parceira
ser penetrada e também ser penetrada por este homem é a felicidade, pois a
mesma me falou uma relação só de toques, com as mãos, e com “vibrador”, não é a
mesma coisa, tem que haver a penetração de carne na carne, fazer o outro
suspirar, delirar, ver o prazer e ser parte também deste prazer, é uma coisa
que realmente para um brasileiro, é muito pra cabeça.
O homossexual, eu falo
que tem que ter dinheiro, não ser de família humilde, pois os que vi, eram
realmente lindas, sem o pomo de adão, pernas e coxas de fazer inveja a muitas
mulheres, seios fartos e bumbum (que bumbuns), arrebitados, e creiam, falavam e
tinha todo trejeito de mulheres, e mulheres daquelas que deixam qualquer
cidadão de boca aberta, e “roludos”, e me disseram, tiravam proveito dos dois
lados, comiam, não faziam distinção, mulheres e homens, gays e travestis,
tinham prazer por dar prazer e receber prazer anal, (a própria Sandy disse que
isto é possível), não entrei no mérito da questão, mas, fiquei curioso.
Espero que a conversa
que tivemos, eu o “Ninja” e a “Jê”, sirvam de lição a muitos garotos e garotas
que estão iniciando neste caminho, não, não seja mais um “viadinho” ou
“sapatona”, deixe que aflorem seus desejos, mais tenham consciência de poderem
bancar e serem o que quiserem, sem ter que dar explicações de nada de suas
opções, é um direito de cada um. E, daqui alguns anos eu estarei pra ver o
“Ninja” e a “Jê” seja não o viadinho e sapatona como hoje são chamados, mas
sejam uma linda travesti e uma linda bissexual, que realmente tenha as mulheres
que quiserem, não em troca de “carreiras de coca”, mas, pelas performances que
cada um exercerem.
Por isso digo, não é
questão de preconceito, mas, sim de cultura.
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