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terça-feira, 3 de abril de 2012

É UMA QUESTÃO DE CULTURA!!!


Passando por um barzinho aqui em Osasco, tomando minha cerveja, e minha taça de vinho português, deparei com uma cena, curiosa e peculiar do di a dia. Um casal de jovens, ele 17 anos e ela 16 anos, (chamaremos de “Ninja” ele, e ela “Jê”), ele um cara nissei, sansei, não sei, magro, 1,70 mts de altura, cabelos grandes, lindos realmente, vive a escová-lo de 10 em 10 minutos, dois seios pequenos, tipo de adolescente, não chega a serem dois morangos. Ela uma garota linda, 1,60 mts de altura, cabelo curtos, voz fina igual a garotas da sua idade, seios também, se veste como garoto, toda hora, passa a mão como se tivesse um saco, morena.
Estava tomando minha cerveja e o vinho sossegadamente, e olhando ao redor, eles me notaram, e fizeram aceno se poderia sentar-se, eu prontamente fiz com sim com o olhar. E, prontamente estávamos os três conversando, e eu, lhes indaguei o porquê daquele encontro, e eles me falaram que eu era um cara especial, gostava (e gosto muito de mulheres, negras, mulatas, morenas e caboclas, principalmente) de mulheres, sou maravilhado, principalmente se tem os atributos necessários, que as fazem deliciosas, seios e bunda, arrebitada. E eles me falaram, que pelas condições deles, poderia ter as “periguetes”, ou mulheres conforme as condições que eu quisesse, dependeria de quanto eu poderia ceder de “carreiras de farinha”. Já discordei do método, antigamente era de quanto nós tínhamos no bolso, mas, dei corda aos dois.
Aí perguntei pra eles, se eram filhos de papai, se tinham posses para assumirem o que realmente ele acha que querem ser. Não, não são não trabalham, e vivem numa vida de família humilde.  Então indaguei: porque um rapaz bonito poderia fazer bonito junto às mulheres, fazia um papel de idiota, tinha o pomo de adão e ainda dava o rabo, segunda o mesmo ainda não dava, só fazia um bom “boquete”, que vantagem levava, naquela vida, ser chamado de “Viadinho Ninja”.
Ela um garota bonita, um petisco junto aos garotos da idade dela, e de alguns homens, voz fina, agradável, fazia muito sucesso com os homens, meio em que ela gostava de viver, além é claro daquela mania que tinha de coçar as virilhas com se estivesse a coçar o saco. Eu perguntei a ela se era hermafrodita, disse que não, então perguntei por quê? Uma garota queria gostar de mulheres, sendo uma delas. Poderia muito bem trabalhar seu corpo, ficar uma linda mulher, poderia ser bissexual, ter as mulheres que quisessem, e dar pra quem quisesse não ser chamada de a “Sapatona Jê”.
Apesar da minha idade, mais experiente, eu já vi e aprendi a vivenciar coisas interessantes nesta minha passagem. Agora em minha última estadia em Salvador/BA, conheci e convivi com pessoas do rol de amigos do meu primo, bissexuais, travestis, transexuais, gays, drogados, holandeses, alemães, espanhóis, ingleses, americanos, enfim todo tipo de gente, e juro, sair numa boa, existe aquele choque de primeiro momento, novidade, mas, depois de conhecê-los, e entendê-los, vi realmente que é uma questão de cultura, não é preconceito. Todas as bissexuais e os bissexuais amam realmente o parceiro ou parceira, o amor é um sentimento muito forte, vai além do que possamos imaginar. Eu nunca entendia porque diferente de brasileiros, ninguém dar por dar, não, não baixaria que nem brasileiros, dar porque dizem “é doença” ou porque aprendeu a gostar de homens ou mulheres e tem que estar ali presentes.
E de repente eu vi, era questão de cultura, homens e mulheres diferentes, mas, que não são tratados como “viadinhos” ou “sapatonas” como no Brasil, mas pessoas bem definidas, que sabem e deixam bem claro o que são, mas acima de tudo, ama e se deixam amar. Uma mina que divide e participa de uma vida sexual intensa, porque quer que outra parte seja feliz, é muito pra cabeça e o entendimento de um reles mortal. Eu perguntei a um casal de “lésbicas”, qual o sentimento ao ver a parceira ser penetrada por um homem, ela simplesmente me respondeu, felicidade. Ver a parceira ser penetrada e também ser penetrada por este homem é a felicidade, pois a mesma me falou uma relação só de toques, com as mãos, e com “vibrador”, não é a mesma coisa, tem que haver a penetração de carne na carne, fazer o outro suspirar, delirar, ver o prazer e ser parte também deste prazer, é uma coisa que realmente para um brasileiro, é muito pra cabeça.
O homossexual, eu falo que tem que ter dinheiro, não ser de família humilde, pois os que vi, eram realmente lindas, sem o pomo de adão, pernas e coxas de fazer inveja a muitas mulheres, seios fartos e bumbum (que bumbuns), arrebitados, e creiam, falavam e tinha todo trejeito de mulheres, e mulheres daquelas que deixam qualquer cidadão de boca aberta, e “roludos”, e me disseram, tiravam proveito dos dois lados, comiam, não faziam distinção, mulheres e homens, gays e travestis, tinham prazer por dar prazer e receber prazer anal, (a própria Sandy disse que isto é possível), não entrei no mérito da questão, mas, fiquei curioso.
Espero que a conversa que tivemos, eu o “Ninja” e a “Jê”, sirvam de lição a muitos garotos e garotas que estão iniciando neste caminho, não, não seja mais um “viadinho” ou “sapatona”, deixe que aflorem seus desejos, mais tenham consciência de poderem bancar e serem o que quiserem, sem ter que dar explicações de nada de suas opções, é um direito de cada um. E, daqui alguns anos eu estarei pra ver o “Ninja” e a “Jê” seja não o viadinho e sapatona como hoje são chamados, mas sejam uma linda travesti e uma linda bissexual, que realmente tenha as mulheres que quiserem, não em troca de “carreiras de coca”, mas, pelas performances que cada um exercerem.
Por isso digo, não é questão de preconceito, mas, sim de cultura. 

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